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Graduação
Liga Acadêmica de Farmacodependências (LFD)
O PROAD ministrou no
primeiro semestre de 2004 uma disciplina eletiva intitulada “Abordagem
Multidisciplinar do Usuário de Álcool e outras Drogas”.
Voltada para os alunos do quarto
ano de Medicina, teve duração de 12 semanas de aulas teóricas - que
abordavam conceitos gerais, diagnóstico das dependências e suas diversas
abordagens terapêuticas - e de estágio supervisionado de atendimento
ambulatorial a pacientes dependentes. Desta forma, os alunos realizavam o
psiquiátrico psicodinamicamente orientado e, então, discutia-se o plano
terapêutico do paciente com ênfase no diagnóstico das comorbidades, na
medicação utilizada e nos demais atendimentos dos quais o mesmo poderia se
beneficiar, tais como psicoterapia e terapia ocupacional.
Deste estágio, por iniciativa dos próprios alunos e em consonância com a
equipe do PROAD, surgiu a idéia da criação de uma Liga Acadêmica de
atendimento a dependentes de drogas com o objetivo de permitir um
acompanhamento longitudinal desses pacientes.
Ao término da eletiva, alguns alunos demonstraram interesse em dar
continuidade ao trabalho desenvolvido. A eles somou-se Thiago Marques
Fidalgo, aluno que já realizava trabalho de iniciação científica junto ao
PROAD e, com esse grupo, formou-se a Liga Acadêmica de
Farmacodependências (LFD), tendo como preceptora Fernanda Moreira,
psiquiatra ligada à equipe do PROAD. É importante ressaltar que
esta foi a primeira Liga vinculada ao Departamento de Psiquiatria da
UNIFESP.
A proposta de criação da disciplina eletiva e da Liga Acadêmica foi
fomentar nos alunos um entendimento do fenômeno da dependência como um
transtorno policausal e com prevalência importante na população geral,
fazendo parte do cotidiano do médico generalista. A partir disto, busca-se
a desistigmatização do dependente com conseqüente humanização do
atendimento.
Ao longo do trabalho, os alunos têm a oportunidade de exercitar a prática
do atendimento psiquiátrico e de suas especificidades, tais como o
diagnóstico das comorbidades associadas ao transtorno, a prática
multidisciplinar e a escolha apropriada do projeto terapêutico. Fornecendo
embasamento a todo esse processo, semanalmente são realizadas reuniões de
supervisão em que são apresentados os diversos aspectos dos atendimentos,
com posterior discussão dos casos tanto do ponto de vista psiquiátrico
como psicodinâmico.
Frentes de atuação da LDF:
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Frente de Assistência -
Prestar assistência ao paciente encaminhado à Liga, com responsabilidade
pelo diagnóstico, orientação e seguimento.
-
Frente de Ensino -
Composta de duas partes:
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Supervisão: Discussão
dos casos e orientação das condutas, coordenada pelos preceptores.
-
Reunião Geral:
Participação dos membros nas reuniões gerais do PROAD que visam
à complementação teórica.
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Frente de Pesquisa -
Discentes da Liga participarão desta modalidade, caso haja interesse por
parte dos mesmos, a fim de iniciarem-se na literatura médica e
desenvolverem programas de Iniciação Científica, seguindo a linha de
pesquisa do PROAD.
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Frente de Prevenção -
Envolvida com programas de orientação junto aos pacientes e grupos
sociais, na tentativa de promover a prevenção e a redução de danos na
Farmacodependência.
Foi dada continuidade aos
atendimentos realizados na disciplina eletiva e novos pacientes foram
admitidos.
Visando à inclusão de novos membros e à divulgação do conhecimento acerca
do assunto, foi realizado, em março de 2005, o “I Curso de Introdução às
Farmacodependências”, aberto a alunos de todos os cursos da área da saúde.
Ao final do curso, foram realizadas avaliação escrita e entrevista para
seleção de novos membros provenientes dos cursos de Medicina (3º e 4°
anos) e de Enfermagem (3° e 4° anos) da UNIFESP. Com essa
transdisciplinaridade, buscou-se trazer para a Liga a prática do trabalho
em equipe com diferentes enfoques para o mesmo problema, o que enriquece o
planejamento terapêutico.
Realizou-se, também, o “I Curso de Introdução à Psicopatologia”,
ministrado aos novos membros.
Após um ano de funcionamento, a LFD encontra-se com três alunos do curso
de Medicina, que vêm realizando atendimento clínico de cinco pacientes, e
com quatro alunos de Enfermagem, que acompanham os diversos grupos
terapêuticos do PROAD. A fim de promover a integração e a troca de
conhecimentos, todos os sete alunos participam de supervisão conjunta.
Planeja-se, para o final de 2005, a realização do
“II Curso de Introdução
às Farmacodependências”, com seleção de novos membros, e está em estudo a
possibilidade de inclusão de alunos advindos de outros cursos da área da
saúde.
Este trabalho extracurricular conta com demanda espontânea e, assim, com
grande engajamento dos alunos que passam a agir como agentes
multiplicadores do conhecimento adquirido.
O PROAD e a Liga, no entanto, lamentam a ausência de
abordagem deste assunto na grade curricular dos cursos da área da saúde.
Sua inclusão certamente implicaria uma maior humanização e compreensão da
figura do dependente, contribuindo para sua desistigmatização.
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